Estudante de Direito denuncia agressão e ameaça de policiais militares dentro de casa em Cuiabá
Casa da estudante onde, segundo Thainá, ocorreu a abordagem policial. A estudante de Direito Thainá Alves relatou ter sido vítima de agressões físicas, ver...
Casa da estudante onde, segundo Thainá, ocorreu a abordagem policial. A estudante de Direito Thainá Alves relatou ter sido vítima de agressões físicas, verbais e ameaças cometidas por policiais militares no interior de sua própria casa, no Bairro Novo Horizonte, em Cuiabá, no último domingo (9). O relato da jovem foi divulgado por ela nas redes sociais e o caso foi registrado na Delegacia da Mulher, no bairro Planalto. Ao g1, Thainá informou que o episódio teve início quando foi acordada pelo barulho de disparos de arma de fogo e percebeu a presença de viaturas na rua. Ao verificar o movimento, ela avistou policiais no quintal de sua propriedade. Segundo a jovem, os agentes alegaram que suspeitos de tráfico de drogas teriam corrido em direção ao imóvel. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Ao tentar colaborar com a equipe policial e abrir a porta de casa, a jovem afirma ter sido surpreendida com uma abordagem violenta. "Fui surpreendida por um policial com uma arma na minha cabeça e falou que era para botar a mão na cabeça. [...] Ele bateu na minha mão, tirou meu celular e foi me batendo, me estapeando até chegar dentro de casa", relatou a jovem. Thainá disse que, já no interior da residência, os policiais passaram a exigir nomes de pessoas que supostamente estariam na frente do imóvel, desconsiderando a declaração da moradora de que estava dormindo e não conhecia nenhum suspeito. "Ele me deu dois tapas na cara, que foi a hora que cortou a minha boca por dentro. [...] Ele falou que ele ia ditar o que iria acontecer naquele momento, que ele iria pegar a droga e jogaria em mim, e eu iria ser presa por tráfico de drogas", acrescentou. Durante a ação, o filho de Thainá acordou com o barulho e presenciou a mãe ferida e ensanguentada, começando a chorar e pedindo para ir ao seu colo. A jovem tentou acalmar a criança e seguiu até o quarto da avó, que também presenciou parte da abordagem e questionou os policiais sobre o motivo da violência. A estudante informou que a atitude dos agentes só mudou quando ela mencionou ter familiares integrantes das forças de segurança, identificando o pai como sargento da Polícia Militar. Após a declaração e a intervenção da avó, os policiais deixaram o local. Atingida na região labial, Thainá buscou atendimento médico em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, posteriormente, em um consultório odontológico particular, onde recebeu orientações e medicação para a lesão interna. A estudante ainda destacou o impacto psicológico do ocorrido e a sensação de insegurança: "Eu me sinto em pânico o tempo todo. Temo pela minha vida, pela vida do meu filho, da minha família. Não estou me sentindo segura em nenhum momento. [...] Estou devastada. É a mesma coisa de ter levado um tiro interno," concluiu. Jovem relata ter sido agredida por policiais e atingida na região do rosto por policiais. Redes sociais O que diz a Polícia Militar Procurada para prestar esclarecimentos sobre a conduta da equipe envolvida na ocorrência, a Polícia Militar de Mato Grosso informou, por meio de nota oficial, que a Corregedoria-Geral da corporação recebeu a denúncia nesta terça-feira (11) e abriu um procedimento para identificar os policiais envolvidos e apurar os fatos. A PMMT afirmou que a investigação será conduzida "com máximo rigor" e reforçou que não compactua com casos de abuso de autoridade, violência ou qualquer outro tipo de crime cometido por integrantes da corporação.
